terça-feira, 30 de novembro de 2010

PRECARIEDADE DE POLITICA DE EMPREGO PARA DEFICIENTES NO BRASIL

é primordial para o acesso dessas pessoas às realizações políticas e sociais
igualitárias, como verdadeiros cidadãos (DUBNE, 2005).
Os dados referentes à inserção dos deficientes no mercado de trabalho são
dramáticos. Dos 16milhões existentes no Brasil , apenas 180 mil estão empregados, e a
justificativa dos empresários para tamanha exclusão é que essas pessoas são
preteridas por não terem o treinamento adequado. Não basta, portanto, a existência de
leis que obriguem as empresas a contratar uma percentagem de funcionários
deficientes, de acordo com o numero de empregados que possuem, se não houver
pessoal qualificado para preencher as vagas oferecidas.
Ter conhecimento básico em informática é, atualmente, condições determinantes
para que qualquer cidadão seja admitido na maioria dos cargos oferecidos, mesmo
sendo numa empresa de pequeno porte. É difícil encontrar um curso de informática com
máquinas adequadas às limitações de cada deficiente, programas que atendam às
suas necessidade alem de instrutores gabaritados para ensiná-los. Como discurso
protecionista não ajuda, é preciso atuar de forma a abrir espaço para que o deficiente
encontre sua realização profissional e inclusão social.
Assim, observa-se que pequena participação dos portadores de deficiência no
mercado de trabalho e na geração de riquezas para o país não decorre da falta de um
sistema legal protetivo, mas sim da carência de ações, estímulos e instituições que
viabilizem, de forma concreta, a formação, habilitação, reabilitação e inserção dos
portadores de deficiência no mercado de trabalho.
“As nações bem-sucedidas nesse campo, baseiam o apoio a essas pessoas em um
intricado tripé, o saber, educação, reabilitação e compensação às empresas por meio
de estímulos e benefícios”

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