terça-feira, 30 de novembro de 2010

Ônibus e ruas continuam sendo as principais dificuldades dos deficientes visuais

Com a visão comprometida (no olho esquerdo ela só tem 8% da visão), a paratleta carioca Ana Luiza Nonato, 32 anos, relata as principais dificuldades enfrentadas em seu dia-a-dia.

Segundo ela, há poucas calçadas com acessibilidade em Natal e quando elas existem estão ocupadas por carros e pontos de comércio.

Outro ponto levantado pela carioca, que reside em Natal desde 2006, é a questão dos ônibus porta-a-porta. “Ainda enfrento muita dificuldade com o transporte. Esse sistema está priorizando os casos de pessoas com tratamento de saúde, o que não é o meu caso”, conta.

Ela defende que os deficientes visuais também sejam beneficiados com o ônibus. “Eu preciso, sou atleta, faço faculdade, enfim, tenho uma vida normal”, frisa, lembrando que pega dois ônibus para ir e voltar da universidade na qual cursa Pedagogia.

Sobre os estudos, ela elogiou o trabalho desenvolvido pela universidade particular em que estuda. “A UnP está me dando um apoio muito importante. A universidade disponibilizou um monitor para fazer as leituras do material que não pode ser ampliado. A fonte tem que ser 42. As provas também são ampliadas”.

Ana Luiza fez questão de lembrar-se dos cardápios em restaurantes. “Aqui em Natal não conheço nenhum restaurante que tenha cardápio em braile. Acho que apenas o Mc Donald tem, mas não tenho certeza”.

A paratleta se locomove com a ajuda do cão-guia Cauã, da raça labrador. Em julho deste ano, ela precisou recorrer à Justiça para fazer valer o direito de ser acompanhada pelo cão-guia em transportes coletivo. Segundo ela, os motoristas se recusavam a levá-la com o cão.

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